quarta-feira, 24 de novembro de 2010
domingo, 19 de setembro de 2010
Carta de Porto Alegre
Carta de Porto Alegre
8º Congresso Brasileiro de Cinema e Audiovisual
O Congresso Brasileiro de Cinema, com a participação de 380 representantes de 64 entidades dos diversos segmentos das cadeias produtiva e criativa do cinema e do audiovisual dos 27 estados, reunido em sua oitava edição de 12 a 15 de Setembro de 2010, na cidade de Porto Alegre, tendo como objetivo avaliar e refletir sobre a implementação das políticas propostas no III CBC, ocorrido nesta cidade em 2000 e os desafios que se apresentam na atualidade, através das resoluções aprovadas manifesta:
Reiteramos a fidelidade aos princípios expressos na Convenção Internacional sobre a diversidade cultural da UNESCO e a crença no potencial da criatividade do nosso povo como importantes instrumentos para desenvolvimento cultural e afirmação da nação brasileira.
Reconhecemos os avanços já conquistados nesta última década nas políticas públicas do audiovisual, mas queremos mais. Queremos o cinema e o audiovisual como atividade plenamente sustentável, inovadora, consistente cultural e economicamente e acessível a toda população brasileira.
A revolução tecnológica na era da convergência digital constitui, sem dúvida, o maior avanço da humanidade nos últimos séculos. Tão grandes ou maiores que a velocidade das transformações são os desafios a serem enfrentados, com paradigmas que apontem também para a profunda transformação do homem. Precisamos ousar. Precisamos sonhar e agir sem medo de transformar o sonho em realidade. É preciso, sobretudo, unir a sociedade para as grandes transformações necessárias em todas as áreas do conhecimento humano. É longo o caminho a ser percorrido, muito já foi feito, muito mais há por fazer.
É preciso não só desonerar a carga tributária sobre os insumos e serviços do audiovisual, como também ampliar os recursos e os instrumentos próprios de financiamento da atividade. E, antes de tudo, é preciso desburocratizar e aperfeiçoar o processo de aprovação e avaliação dos projetos culturais tendo em conta o pacto federativo e a diversidade cultural, dentro de um pensamento sistêmico que aponte um projeto amplo de desenvolvimento sustentável do audiovisual.
Entendemos que a nova lei de incentivo à cultura em tramitação e também propostas como vale cultura, pontos de cultura, salas de exibição e bibliotecas apontam para a democratização da ação cultural e da economia criativa. Não obstante, alertamos que tais iniciativas poderão perder-se se não houver regulamentação das atividades, dentro do marco da Convenção da diversidade Cultural da UNESCO. Além dessa salvaguarda, necessário é, também, ter mecanismos nacionais de distribuição e exibição e políticas que favoreçam a inserção da produção do cinema e do audiovisual no mercado nacional e internacional. Apontamos a urgência na implementação de fundos setoriais regionais de fomento ao audiovisual, dentro de um ambiente de co-produções e intercâmbios.
Nós queremos que o cinema nacional seja realmente expressão da diversidade e da universalidade da nossa cultura, herdeira de povos originários e transplantados que aqui se amalgamaram. Queremos o cinema e o audiovisual brasileiro em todas as salas e em todas as janelas de exibição. Todos os municípios brasileiros devem ter salas de cinema multiusos e o nosso conteúdo deve estar em todos os circuitos de televisão, aberta, paga e em todas as plataformas existentes, notadamente no cinturão de banda larga que interligará todos os municípios brasileiros, bem como nas universidades e nas escolas. Para isso reivindicaremos a digitalização de acervos audiovisuais e sua acessibilidade ao público, através de filmotecas virtuais, com portais federais e estaduais.
Sabemos que a ampliação da demanda acarreta em novos desafios para os produtores. É preciso uma política consistente de formação de quadros para o audiovisual envolvendo desde a formação de técnicos ao fomento de pesquisas e cursos técnicos, com publicações especializadas que acompanhem o desenvolvimento do setor.
Não se constrói o futuro sem conhecimento e valoração da história. O esforço pela preservação deve ser responsabilidade de todos os envolvidos. Nós queremos não a guarda estática da produção, mas a memória viva, servindo para a formação da juventude, disponível nas grades de programação televisiva e nos centros de formação. E aqui enfatizamos nosso apoio a maior profusão de emissoras públicas de TV educativa, visíveis em todas as plataformas, reconhecendo a importância de TV regional com janelas de intercâmbio, transmitindo para todo o país.
Reconhecemos o esforço na condução da formulação de uma nova lei de direito autoral e demos nossa contribuição apontando as especificidades do audiovisual. Cabe-nos agora a responsabilidade de acompanhar a tramitação do novo projeto de lei com vistas a preservar os direitos dos autores do audiovisual. E, como complemento desse esforço, decidimos apoiar a institucionalização de uma associação de gestão coletiva dos direitos autorais do audiovisual.
Aos nossos futuros governantes e representantes nos legislativos estaduais e federais que serão eleitos, recomendamos a imediata aprovação de projetos de lei e propostas fundamentais ao avanço e fortalecimento do audiovisual e da cultura brasileira, tais como: o PLS 116, PLs 6722 (PROCULTURA), PL6835 (Plano Nacional de Cultura), PL 5798 (VALE CULTURA), as PECs 416 (SISTEMA NACIONAL DE CULTURA), PEC 49 (CULTURA COMO DIREITO SOCIAL) e PEC 324 (AMPLIAÇÃO DOS RECURSOS DESTINADOS A CULTURA PELA UNIÃO, ESTADOS E MUNICÍPIOS). Solicitamos ainda mudanças na Lei 8.666, adequando-a à natureza das atividades artísticas e culturais, a regulamentação do Capítulo 5 e do Artigo 221, da Constituição Federal, a renovação da PL 102 – artigo 1º do Audiovisual e, finalmente, a prorrogação pela ANCINE, até após a eleição presidencial, da Consulta Pública sobre a IN22.
Finalmente anunciamos que, neste oitavo Congresso Brasileiro de Cinema e Audiovisual, o futuro bateu à porta e nós a abrimos.
Viva o cinema e o audiovisual brasileiro.
Porto Alegre, 15 de setembro de 2010
Moções do 8º Congresso Brasileiro de Cinema e Audiovisual
Porto Alegre, de 12 a 15 de setembro de 2010
Reconhecendo o esforço e espírito democrático demonstrados pelo Ministério da Cultura na condução da formulação de uma nova lei de direito autoral, o CBC - Congresso Brasileiro de Cinema e os participantes do 8º CBC - Congresso Brasileiro de Cinema e do Audiovisual aprovam esta Moção de Apoio à proposta apresenta pelo MinC, que entendemos como necessária e modernizadora, no sentido de garantir e preservar o direito dos autores e dos mecanismos de acessibilidade também necessários à garantia dos direitos do público. Decidem, ainda, apoiar a institucionalização de uma associação de gestão coletiva dos direitos autorais dos vários segmentos que compõem a cadeia produtiva do audiovisual.
Moção de apoio à imediata criação de um agente financeiro próprio do Audiovisual Brasileiro para gerir os recursos, financiamentos e fundos públicos de toda a cadeia produtiva
Moção de apoio ao fortalecimento do Conselho Superior do Cinema como formulador das políticas cinematográficas para execução pela Ancine, nos termos da Lei.
Moção de apoio ao aumento urgente do orçamento da SAV para a realização das propostas apresentadas durante o 8º Congresso Brasileiro de Cinema e Audiovisual.
Moção de apoio e congratulação com as novas ações criativas de distribuição de filmes brasileiros, a exemplo do programa “Vá ao Cinema” instituído pela secretaria estadual de cultura de São Paulo, que vem multiplicando o acesso da população aos filmes brasileiros, estimulando os distribuidores e exibidores a programar os nossos filmes, remunerando produtores e diretores com a renda líquida resultante das exibições.
Moção de apoio às TVs Públicas na transição do Sistema Analógico de TV para o Digital.
Moção de apoio à flexibilização das taxas para exibição de filmes independentes latino-americanos no Brasil, estimulando a exibição de filmes desses países no Brasil mediante a contrapartida da exibição de filmes brasileiros naqueles países nas mesmas condições.
Moção de apoio ao tratamento diferenciado e incentivo a produtores, realizadores e empresas do audiovisual que atuem no fortalecimento do patrimônio cultural imaterial brasileiro, leia-se ritos, festejos e saberes populares cultivados pela oralidade do povo, integrando o MINC-SAV ao Programa Nacional do Patrimônio Imaterial PNPI.
Moção de Apoio ao programa de comercialização de curtas-metragens em todas as telas.
Moção de Apoio ao fortalecimento e ampliação do programa Cine+Cultura.
Moção de apoio à abertura da Cinemateca Capitólio do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre.
Moção de agradecimento e congratulações à Fundacine pelo apoio e organização do 8º Congresso Brasileiro de Cinema e Audiovisual.
Moção de agradecimento ao Ministério da Cultura e Secretaria do Audiovisual, Governo do Estado do Rio Grande do Sul e Prefeitura Municipal de Porto Alegre pelo apoio para a realização do 8º Congresso Brasileiro de Cinema e Audiovisual.
terça-feira, 15 de junho de 2010
Texto sobre Tela VII

O documentário Porta a Porta a política em dois tempos, nasceu do argumento de registrar os bastidores campanha eleitoral no interior do Nordeste, cenário este pouco explorado pela mídia nacional mas que, ao mesmo tempo, retratasse a política nacional.Durante o período de 3 meses, as comunidades passam a orbitar em torno das estruturas partidárias sem ideologia ou plataforma política, tornando a prática política um meio de sobrevivência.Marcelo Brennanddiretor de "Porta a Porta"Quando: 16 de junho, às 14hOnde: Centro de Cultura e Eventos - UFSC
Texto sobre Tela VI

Mi primer trabajo en Cine fue en "Ilusiones Ópticas" con el director Cristian Jiménez. Pasar del lenguaje del teatro al cine siempre es un desafío, pues en el teatro, la proyección es mucho mas abierto y en el cine, todo se concentra, el manejo de los gestos, de la kinetica de la voz es clave. En Ilusiones ópticas esto es muy importante, ya que es una película de puros planos fijos, en donde el actor debe entrar en el cuadro, la conciencia de estar dentro de este, cuidando de no caer en que vea hacia afuera un actor preocupado de estar en ese cuadro. Para esto fue clave la mano del director, la forma de dejar claro que era lo que quería de cada actor en la escena, los gestos son mínimos y a pesar de que estamos en una comedia, "Ilusiones Ópticas" es una peícula donde no hay sonrisas, el humor se constituye por las situaciones y eso la hace una película muy interesante.Personalmente tengo un afecto muy especial por esta película, ya que además de ser la primera que hice, me hizo comprender que el actor en el cine se convierte en una herramienta más, el ego que caracteriza a los actores se debe dejar en casa, pues uno esta al servicio de la cámara, del cuadro y del montaje, entre otras, creo que cómo actriz mi labor es entregarme lo más honestamente a mi trabajo en el rol, buscar la particularidad y mostrar un trozo de vida. Esta es una película en donde se relatan experiencias de seres humanos comunes y corrientes, vidas que podemos encontrar en cualquier lugar del mundo, lo bello de la película es la universalidad de los personajes, podemos encontrarnos con ellos en cualquier lugar, lo interesante es que lo que vemos en la película es algo único en las vidas de los personajes, es como decir "Un día, o un período especial en la vida de los personajes"
Produtora gaúcha tem três filmes no FAM

Três filmes da produtora gaúcha Okna foram selecionados para esta 14º edição do FAM.
O curta-metragem Enciclopédia, dirigido Bruno Gularte Barreto, foi exibido nesta terça na Mostra Competitiva Infanto-Juvenil e está percorrendo diversos festivais.
Outro curta, Um Animal Menor, com direção de Pedro Harres e Marcos Contreras, finalizado no final de 2009, participou hoje da Mostra Competitiva de Vídeos Mercosul. O filme está estreando no FAM.
E o documentário Walachai, dirigido por Rejane Zilles, uma co-produção entre a Okna Produções e a Zilles Produções, está na programação desta quarta na Mostra Extra-FAM, não-competitiva. Walachai é sobre uma comunidade rural no Rio Grande do Sul que vive isolada e se comunica num antigo dialeto alemão.
A produtora Graziela Ferst está acompanhando as exibições.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Texto sobre Tela V

Tamboro
Sergio Bernardes | Rio de Janeiro | 01:40:00 | Documentário
Tamboro na língua dos índios Igaricó quer dizer “de todos para todos” posição tomada por Sergio Bernardes, autor do documentário do mesmo nome, significando escolha pela inclusão, pela participação e pelo respeito quase sagrado à natureza, flora e fauna, e à gente simples e forte do Brasil.
O projeto do filme trata de documentar o Brasil do presente com a visão contemporânea de seu autor, com um sentimento patriótico sem ufanismo. Bernardes conhece o Brasil brasileiro que amorosamente se abre aos olhos dos novos e eternos viajantes. Em solo brasileiro, em viagem frenética por nosso território gigante, com os olhos límpidos de preconceitos, sem comprometimento com partidos ou ideologias, são de seus olhos que emanam as imagens extasiantes do Brasil, a um tempo bestial e belo. Sergio compartilha essa visão do Brasil com o espectador e, extraordinariamente, opina.
Organiza as imagens em mosaicos, introduzidos cada qual pelas sínteses dos pensadores utópicos a quem o eterno viajante recorre para compartilhar seu entendimento com todo o público, o povo brasileiro. O amor ao poder e o poder do amor; a grandeza finita da Amazônia; a ganância privilegiada dos poucos e a luta produtiva dos muitos; o ritmo do crescimento e tensão originada na cultura tradicional; a volta à nossa infância livre como um país redescoberto no olhar dos indígenas. Dentro de cada mosaico se vêem os dois lados da moeda, cara do poder ou coroa do amor, e assim, gente e sistema, conservação e destruição, moradia desumana e vasto horizonte de nossas águas, montanhas e vales.
Não fosse suficiente, o autor de Tamboro intervém em quadros emblemáticos, verdadeiras instalações de arte contemporânea, para explicar as próprias imagens, e as palavras. Dialoga com Helio Oiticica, Antonio Manuel, Arthur Omar. Seus quadros, por assim dizer, demonstram que a destruição do habitat natural representa para os animais e os habitantes a derrubada de sua casa, como as favelas representam o descaso do banquete dos poderosos. A fama do seu Jorge esquecida na vala comum dos preconceitos, o banquete dos ricos que ignoram a miséria.
Os viajantes embarcam finalmente de volta do Brasil e, deixam para todos sem exceção, o jogo da escolha que decidirá o nosso futuro, síntese das contradições de nosso presente.
(cientista política)
domingo, 13 de junho de 2010
Visita

Uma visita especial apareceu no workshop de direção de fotografia, câmera e iluminação do professor Pedro Lazzarini, neste domingo, dia 13, no FAM 2010.
O boneco Pastor Putman, da Turma do Papum, fez um teste de câmera para saber se fica bem na imagem HD. “Ele já fez TV, mas queria saber como sua imagem ficaria com a nova tecnologia”, disse Marcia Pagani, a multiartista da Turma do Papum, ao lado de Sergio Taltaldi.
Pastor Putman fez o teste, mas na verdade como dublê de outro boneco, um jornalista ainda sem nome, também feito de látex, que será o personagem de um documentário que Marcia e Sergio vão rodar com a tecnologia HD, em Praga, Leste Europeu.
Interessados em saber mais sobre essa história, acesse o www.turmadopapum.com.br.
Viajando pelos festivais
Com três minutos de duração e dirigido por Diógenes de Moraes, é uma história de esporte e amor, com o montanhista Elton Fagundes e sua namorada Aline, bailarina e também escaladora. O filme foi gravado no Itacolomi, montanha na Grande Porto Alegre e um campo-escola de escaladas, e foi inscrito na Mostra Internacional de Filmes de Montanha. O curta pode ser visto no blog que Marjory fez para relatar as viagens, http://meuolympikusviajante.tumblr.com/
Júri Popular
Mostra de Vídeo:
- Direita é a mão que você escreve
- Os batedores
Mostra de Curtas 35mm:
- Formigas
- Beijos de Arame Farpado
Os quatro filmes com votação mais alta serão sempre reprisados no dia seguinte, no DAC, às 12h15.
Texto sobre Tela V



Fútbol Violencia S.A.
Pablo Tesoriere | Argentina | 01:44:00 | Documentário
Sinopse: Tentar compreender a origem e o presente da violência no futebol argentino é difícil, mas não impossível. Este documentário busca, através do frenesi e das vítimas que o espetáculo futebolístico gera na Argentina, algumas respostas.
Fazer Fútbol Violencia S.A. foi um trabalho árduo de investigação. O mais complicado foi conseguir que gente vinculada com o tema quisesse falar. O futebol é um negócio e pouco se quer reconhecer que existe violência. Foi um trabalho árduo para que o filme seja sério, prolixo e que possa gerar consciência no espectador.
Procuro com o filme demonstrar o que todos sabemos mas que poucos aceitam falar.
Pablo Tesoriere
diretor de "Fútbol Violencia S.A."
sábado, 12 de junho de 2010
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Texto sobre Tela IV

Tamboro
Sergio Bernardes | Rio de Janeiro | 01:40:00 | Documentário
Tamboro, que na língua do povo ingaricó quer dizer para todos sem exceção, foi um filme realizado ao longo de 15 anos. Foram milhares de quilómetros rodados por nosso país, seja de avião, lombo de mula, canoa, helicóptero.
Durante todo este percurso, nenhum esparadrapo foi utilizado!!! Todos saímos ilesos desta aventura maravilhosa, apesar de vivermos momentos tensos como o cabo de alta tensão que o helicóptero partiu nos Aparados da Serra, a tensão de termos filmado no Complexo do Alemão cenas reais poucas semanas antes do assassinato de Tim Lopes, quando subimos o Monte Roraima uma semana depois de um grave acidente com helicóptero que ocorreu por lá ou as cenas da maior apreensão de mogno já realizada pelo IBAMA... Enfim, filmamos várias cenas tensas que revelaram atrocidades e deslumbramentos que acontecem em nosso país.
Mas o que importa é que finalizamos esta obra, inédita, uma declaração de amor ao nosso país que seu diretor, Sergio Bernardes, terminou pouco antes de nos deixar. Eu, como produtora e companheira de Sergio, me orgulho muito de poder mostrá-lo para vocês, este Brasil tão bestial e belo.
produtora de "Tamboro"
Onde: Auditório da Reitoria - UFSC
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Texto sobre Tela III

Walachai
Rejane Zilles | Rio Grande do Sul / Rio de Janeiro | 01:24:00 | Documentário
Os pequenos povoados retratados no documentário Walachai são lugares com uma cultura própria, preservando até hoje uma paisagem, uma arquitetura e um idioma que lentamente começam a ser modificados pelas novas gerações de descendentes. Na minha opinião, com o passar de mais alguns anos, este modo de vida se transformará. As novas gerações conhecerão os avanços do mundo moderno e provavelmente não queiram continuar o duro trabalho da roça - que hoje já se apresenta como uma alternativa de sobrevivência bem difícil. Acho que o filme representa um valioso registro de uma cultura e de uma memória que tenderá a ser esquecida. E foi realizado no momento certo, onde tudo ainda está vivo.
Roteirista e diretora
Onde: Auditório da Reitoria - UFSC